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Efraim Filho responde a ataques de Lucas Ribeiro durante debate

Durante o debate da Rede Ita, realizado nesta quarta-feira (26), em Campina Grande, Lucas Ribeiro tentou transformar a disputa eleitoral em uma discussão de rótulos ao afirmar que Efraim Filho (PL) seria “vermelho por.....
Foto: Simoneduarte

Durante o debate da Rede Ita, realizado nesta quarta-feira (26), em Campina Grande, Lucas Ribeiro tentou transformar a disputa eleitoral em uma discussão de rótulos ao afirmar que Efraim Filho (PL) seria

vermelho por dentro e verde e amarelo por fora

, além de chamá-lo de mentiroso e oportunista.

O ataque, porém, acabou revelando uma estratégia baseada mais na tentativa de desconstruir o adversário por meio de narrativas ideológicas do que em uma análise sobre sua trajetória política. Afinal, reduzir uma história construída com mandatos, disputas eleitorais e resultados a uma simples etiqueta ideológica é ignorar fatos que estão postos.

Ao repetir acusações que parecem mais fruto de discursos de bastidores do que de uma avaliação sobre a atuação pública de Efraim, Lucas acabou reproduzindo uma narrativa pronta, sem considerar a dimensão de uma trajetória política construída ao longo de anos. É como aqueles meninos que não podem ouvir uma conversa de adultos e acabam levando para a rua aquilo que ouviram, sem conhecer o contexto ou a realidade dos fatos.

E, nesse ponto, Lucas parece esquecer que sua própria família política também possui uma trajetória marcada por diferentes posicionamentos ao longo do tempo. Sua mãe, Daniella Ribeiro, e seu tio, Aguinaldo Ribeiro, já transitaram por diferentes campos políticos, com aproximações tanto à esquerda quanto à direita. Basta consultar os registros públicos para constatar esse histórico.

Portanto, o que define a qualidade de um parlamentar não é um rótulo ideológico momentâneo, mas sua capacidade de trabalhar, apresentar resultados e defender ações concretas que melhorem a vida da população. Ideologias fazem parte da política, mas são as atitudes e as entregas que deixam marcas.

Já Efraim, embora atualmente esteja filiado ao PL, construiu sua trajetória sendo testado inúmeras vezes nas urnas e acumulando vitórias consistentes, independentemente de espectros ideológicos. Ao longo dessa caminhada, enfrentou adversários, estruturas de poder, máquinas políticas tradicionais e grupos consolidados, incluindo o que classifica como a “república dos contracheques”.

Agora, mais uma vez, coloca seu nome à disposição dos paraibanos na disputa pelo Governo do Estado, enfrentando velhas estruturas de poder com determinação, autonomia e sem precisar ser conduzido por ninguém.

Com bom senso, equilíbrio e a defesa de propostas reais e palpáveis, Efraim tem buscado apresentar soluções que, na prática, possam transformar a vida dos paraibanos, evitando o discurso do oba-oba e priorizando o debate de ideias em vez de ataques pessoais contra adversários.

Isso, no entanto, não significa permanecer inerte diante de provocações ou críticas. Como o próprio senador já afirmou, quando for atacado, responderá à altura e na mesma régua utilizada por seus adversários políticos.

Diferentemente de Lucas Ribeiro, Efraim construiu sua carreira pública sustentado pelo próprio desempenho, pela capacidade de articulação e pelo compromisso de defender pautas importantes para a Paraíba e para o Brasil. Sua atuação no Congresso Nacional demonstra um perfil baseado no diálogo institucional, na construção política e na defesa de propostas econômicas e sociais.

A tentativa de classificá-lo como alguém de extremos ignora um reconhecimento objetivo: Efraim Filho foi escolhido como Melhor Senador do Brasil, em avaliações nacionais de desempenho parlamentar entre os 81 integrantes do Senado Federal, e esse reconhecimento ocorreu mais de uma vez. Um resultado que exige capacidade de diálogo, equilíbrio e construção política dentro de uma instituição marcada pela pluralidade de ideias.

A lógica é simples: dificilmente um parlamentar sem preparo, articulação e capacidade de construir consensos alcançaria esse nível de reconhecimento nacional. A trajetória de Efraim tem sido medida por entregas e resultados, não por rótulos.

Foi justamente contra essa tentativa de simplificação que o senador reagiu durante o debate. Segundo Efraim, Lucas Ribeiro deixou o campo das propostas para partir novamente para ataques pessoais.

Vocês viram que buscamos trazer propostas, agenda e propósito para nossa Paraíba. Mas o direito de resposta não me foi concedido, então é minha obrigação responder o candidato Lucas Ribeiro na mesma régua baixa que ele traz — afirmou.

Na sequência, Efraim devolveu a crítica e colocou em discussão a trajetória política do governador.

Lucas Ribeiro, caroneiro e oportunista, é você. Você é um ventríloquo. Você é manipulado. Quem manda no governo é seu tio Aguinaldo. Você nunca ganhou uma eleição. Você nunca teve aprovação do povo da Paraíba e não será desta vez — disparou.

O senador questionou ainda a forma como Lucas chegou aos cargos que ocupou, citando sua passagem pela Câmara Municipal, como segundo suplente de vereador, pela Prefeitura de Campina Grande, como vice-prefeito, e, posteriormente, pelo Governo do Estado, como vice-governador. Na avaliação de Efraim, a trajetória política de Lucas sempre esteve ancorada em lideranças e articulações de grupos políticos, inclusive com forte participação familiar, e não em uma construção própria nas urnas.

Para o senador, esse comportamento também se reflete no debate eleitoral atual: ao ser provocado a apresentar propostas mais profundas para o futuro da Paraíba, Lucas rapidamente abandona o campo das ideias e recorre aos ataques pessoais contra seus adversários. Na visão de Efraim, trata-se de uma postura de quem apenas repete discursos prontos, como um “ventríloquo” treinado para reproduzir narrativas, mas sem apresentar uma visão própria de governo.

O confronto, ao final, revelou duas visões diferentes sobre política: uma baseada na tentativa de impor rótulos e outra que busca ser avaliada pelo histórico de atuação, capacidade de liderança e resultados apresentados.

Em uma eleição, discursos podem criar narrativas. Mas são as trajetórias que sustentam a confiança do eleitor.

Por Simone Duarte

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