Maquiavel, em O Príncipe, destacou que a percepção pública na política muitas vezes supera o conhecimento direto do eleitor. Essa lógica se reflete na nova peça do Guia Eleitoral de Efraim Filho.
O candidato não se limita a relatar suas ações, mas as transforma em parte de sua identidade. Ele menciona sua assinatura no impeachment de Alexandre de Moraes e seu apoio à investigação do Banco Master, apresentando-se como alguém que "não tem nada a esconder".
Em contraposição, Efraim menciona Daniella Ribeiro, mãe de Lucas Ribeiro, e provoca:
Tem um grupo que tá querendo esconder alguma coisa.
Essa afirmação se destaca como o ponto mais contundente da peça.
Efraim reconhece que, em uma eleição, não é suficiente falar sobre si mesmo; é crucial também disputar a narrativa sobre o adversário. Ele parece ter decidido que a disputa pela imagem dos grupos será tão relevante quanto a discussão das propostas.
Fonte: Simoneduarte