O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que é pré-candidato a governador, manifestou sua insatisfação com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão no estado. Em suas redes sociais, Paes afirmou: 'DIRETAS JÁ!!!! A população deveria ter o direito de escolher'.
Ele também compartilhou editoriais dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo sobre a situação política no Rio, afirmando que se candidatará caso haja um pleito direto. A crise no estado se intensificou após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, tornando-se inelegível até 2030.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas, enquanto o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, teve seu mandato cassado pelo TSE. Atualmente, o Palácio da Guanabara é ocupado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do estado, que declarou que não está preparado para governar.
Na quarta-feira, o TSE corrigiu um erro em sua certidão de julgamento, que inicialmente indicava a realização de um pleito direto, mas os votos apontavam para eleições indiretas entre os deputados estaduais. Paes questionou a imparcialidade de um colegiado na Assembleia Legislativa, onde muitos membros foram eleitos por meio de um esquema que levou à cassação de Castro.
Ele expressou preocupações sobre a possibilidade de eleições limpas em outubro, citando o risco de fraudes. Além disso, Paes mencionou um caso em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legislação que regulamenta a eleição indireta, destacando a importância da decisão do ministro Luiz Fux que suspendeu regras que permitiam a desincompatibilização de candidatos 24 horas antes da votação.
O STF está avaliando se valida as regras da Alerj para as eleições indiretas ou se mantém a suspensão. Paes alertou que a derrubada da decisão de Fux poderia resultar na eleição de um candidato que representaria a continuidade do governo recentemente cassado.
Ele finalizou sua postagem lembrando que, em 2018, o grupo político atual venceu as eleições utilizando ações diretas do juiz Bretas, que foram posteriormente cassadas pelo Conselho Nacional de Justiça.