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Eduardo Bolsonaro promete mudanças no Itamaraty se Flávio for eleito

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro anunciou que fará uma 'faxina' no Itamaraty caso seu irmão vença a eleição, prometendo retaliações a diplomatas que, segundo ele, sabotaram o governo anterior.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, declarou que pretende realizar uma 'faxina' no Itamaraty se seu irmão, Flávio Bolsonaro, conquistar a vitória nas eleições. Ele expressou preocupações sobre uma possível 'caça às bruxas' no Ministério das Relações Exteriores, afirmando ter 'mapeado' os embaixadores que mudaram de cargos durante o governo Lula.

Eduardo mencionou que estará 'na cola' dos servidores que, segundo ele, 'sabotaram' o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Ele advertiu: 'Se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola'.

No vídeo, ele também criticou a assistência oferecida por um diplomata brasileiro à família de Lulinha, que se mudou para Madri. Eduardo afirmou que não recebeu apoio semelhante quando se mudou para os EUA e prometeu retaliações ao embaixador do Brasil na Espanha, Luiz Alberto Figueiredo, caso Flávio seja eleito.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, após deixar o Brasil devido a preocupações com o Supremo Tribunal Federal. Ele perdeu seu mandato por faltas na Câmara e foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.

A possibilidade de Eduardo assumir o comando do Itamaraty em um governo de Flávio é discutida, assim como a alternativa de ele ser embaixador em Washington. Ele alegou que houve 'sabotagem' por parte de diplomatas durante o governo anterior e que pretende implementar uma reestruturação nas carreiras do Itamaraty, semelhante ao 'Marco Rubio overhaul'.

Marcos Degaut, aliado de Eduardo, mencionou que a reforma incluiria foco em regiões geográficas e temas específicos, além de metas de exportação e investimentos. Ele enfatizou que não haverá perseguições políticas, apesar das mudanças propostas.

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