Dorival Júnior abordou a pressão que enfrenta no Corinthians após o empate no clássico contra o Santos, ressaltando que não dá importância às críticas e que seu foco está em cumprir suas responsabilidades à frente do clube.
O treinador expressou:
Dou muito pouca importância (à pressão). Me preocupo com o meu trabalho e com a responsabilidade de estar à frente de um clube como o Corinthians.
A pressão sobre Dorival aumentou após a derrota para o Coritiba, o que levou a diretoria a questionar seu trabalho nos bastidores. No entanto, o técnico defendeu seu desempenho desde sua chegada ao clube e criticou o ambiente de pressão constante que os treinadores enfrentam no Brasil.
Ele afirmou:
Se tiver que dar resposta a todo momento, é só fazer o levantamento de como o clube estava quando cheguei. Se for negativo, dou minha mão à palmatória. Se for positivo, não há necessidade de uma situação como essa.
Dorival também comentou sobre a cultura de demissões frequentes no futebol brasileiro, dizendo:
No Brasil é muito estranho esse comportamento de algumas pessoas. A cada rodada o treinador serve ou não serve dependendo de vitórias e derrotas.
De acordo com informações, as críticas internas ao treinador surgiram do entorno do presidente Osmar Stábile, enquanto o executivo de futebol Marcelo Paz continua a apoiar a permanência de Dorival no cargo.
Além disso, algumas declarações de Dorival, como a defesa da permanência do volante André em meio a negociações com o Milan, geraram desconforto nos bastidores. O técnico sustentou sua posição, lembrando que decisões semelhantes em outros clubes resultaram em valorização de jovens jogadores.
Ele concluiu:
O Corinthians se restabelece quando não faz essa negociação. Mostra ao mercado que não venderemos a qualquer preço.
O próximo desafio do Corinthians será contra a Chapecoense, em Chapecó, pela sequência do Campeonato Brasileiro.