Nem toda dor de barriga é considerada uma emergência médica. A Dra. Beatriz Azevedo, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, destaca que existem situações em que o paciente pode aguardar por uma consulta médica no consultório.
A dor leve a moderada, que não impede a realização de atividades básicas e não compromete o sono, é um dos casos em que a espera é viável. Além disso, sintomas digestivos isolados, como azia, queimação ou distensão abdominal após as refeições, sem sinais de alerta, também não exigem atendimento imediato.
Outro aspecto a ser considerado é a dor abdominal crônica que ocorre intermitentemente ao longo de semanas ou meses, desde que não apresente piora recente. Alterações intestinais, como constipação ou diarreia leve, sem presença de sangue ou febre, também podem ser monitoradas.
A Dra. Azevedo também sugere que dores relacionadas à alimentação, estresse ou ao ciclo menstrual, bem como sintomas que melhoram com repouso, aplicação de calor local ou uso de analgésicos comuns, não são motivos para buscar atendimento urgente. Desconforto devido a gases ou leve distensão abdominal, sem outros sintomas graves, também se enquadra nessas situações.
É fundamental observar a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10. Dores que alcançam 7 ou mais, e que não apresentam melhora, necessitam de avaliação imediata. A evolução da dor também é um fator importante; dores que se intensificam progressivamente ao longo de horas podem ser mais preocupantes.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com baixa imunidade devem receber atenção especial em casos de dor abdominal. Se houver dúvidas sobre a gravidade da situação, é recomendável buscar avaliação médica imediatamente ou entrar em contato com o serviço de emergência pelo telefone 192.