Desde o início do conflito no Irã, o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, enfrentou restrições. Embora o estreito nunca tenha estado completamente fechado, a nova decisão de Trump de bloquear o fluxo na região levanta questões sobre suas motivações.
Os iranianos permitiram a passagem de alguns petroleiros de parceiros estratégicos mediante pagamento de um 'pedágio' que pode chegar a até US$ 2 milhões por navio. Em média, o Irã exportou 1,85 milhão de barris de petróleo por dia, mantendo sua principal fonte de receita.
Na segunda-feira (13), Trump anunciou que instruiu a Marinha dos EUA a abordar embarcações em águas internacionais que pagaram pedágio ao Irã, afirmando que 'ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em águas abertas'.
A estratégia de bloqueio é semelhante à adotada na Venezuela, visando cortar uma importante fonte de receita do governo iraniano, que depende do petróleo para cerca de 10% a 15% de seu PIB. Trump declarou que não permitirá que o Irã lucre com a venda de petróleo.
Analistas sugerem que o bloqueio pode ser uma tentativa de pressionar o Irã a aceitar um acordo de paz nos termos dos EUA. O congressista republicano Mike Turner afirmou que a ação é uma forma de forçar uma resolução para o fechamento do estreito.
Entretanto, a estratégia de Trump pode ter consequências adversas, como o aumento do preço do petróleo, que já subiu mais de 8%, ultrapassando os US$ 100 por barril. Isso pode impactar a inflação global e a economia dos EUA.
Além disso, o bloqueio pode pressionar países dependentes do petróleo do Golfo, como a China, a adotar uma postura mais ativa em relação ao Irã. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer embarcação militar que se aproximar do estreito será tratada de forma severa.
O regime iraniano classificou a ação dos EUA como 'ilegal e um exemplo de pirataria', o que pode colocar em risco o frágil cessar-fogo estabelecido entre os dois países.