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Divisão entre deputados dos EUA sobre perdão a Ghislaine Maxwell

Deputados do Comitê da Câmara dos EUA estão divididos sobre a possibilidade de perdão a Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein, em troca de sua cooperação na investigação.
Foto: G1

A discussão sobre um possível perdão a Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein, está gerando divisões entre os membros do Comitê da Câmara dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo site Politico, que destacou que a medida poderia ser considerada em troca da colaboração de Maxwell na investigação em andamento sobre Epstein.

James Comer, presidente do comitê, comentou que a proposta é vista com diferentes opiniões entre os integrantes.

Muita gente acha que sim. Meu comitê está dividido quanto a isso — afirmou em entrevista.

Maxwell, que já foi ouvida pelo comitê, optou por não responder às perguntas, com seu advogado indicando que ela só se manifestaria se recebesse clemência, uma prerrogativa exclusiva do presidente Donald Trump. De acordo com o Politico, Trump não descartou a possibilidade de conceder o perdão, enquanto parlamentares democratas se opõem à ideia.

O deputado Robert Garcia expressou sua desaprovação, afirmando que isso representaria um retrocesso e desrespeito às vítimas. No ano anterior, Maxwell participou de entrevistas com o então vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, em um evento considerado incomum pela presença de uma autoridade de alto escalão e pela disposição de Maxwell em colaborar.

Durante esses encontros, ela foi questionada sobre aproximadamente 100 pessoas relacionadas ao caso.

Ghislaine Maxwell, atualmente com 64 anos, é filha de um magnata da mídia britânico e teve uma vida pública desde jovem. Após estudar em Oxford, ela se tornou uma figura conhecida nos círculos da elite internacional. Na década de 1990, estabeleceu uma relação com Epstein, que a levou a ser implicada em um dos maiores escândalos de exploração sexual nos EUA.

Conforme o Departamento de Justiça dos EUA, Maxwell ajudava Epstein a recrutar adolescentes sob o pretexto de oferecer oportunidades de trabalho. Em 2021, ela foi condenada a 20 anos de prisão por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores.

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