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Dificuldade em determinar paternidade após relações com gêmeos

Uma mulher engravidou após relações com irmãos gêmeos em Londres, mas a paternidade não pôde ser definida devido à proximidade dos encontros. O caso gerou disputa judicial.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um caso inusitado em Londres envolve uma mulher que engravidou após ter relações sexuais com irmãos gêmeos idênticos em momentos distintos, com apenas quatro dias de diferença entre os encontros. Essa situação gerou uma disputa judicial sobre a paternidade da criança, referida como 'criança P'.

De acordo com informações da Sky News, a mãe da criança, cuja identidade não foi divulgada por questões legais, e um dos gêmeos, que não foi registrado como pai na certidão de nascimento, entraram com uma ação judicial. Eles buscavam o reconhecimento legal da paternidade do gêmeo que participou do processo.

No entanto, um juiz negou o pedido para remover o nome do outro irmão do registro de paternidade. Insatisfeitos com a decisão, a mãe e o gêmeo recorreram ao Tribunal de Apelação de Londres, onde um grupo de juízes concluiu que não era possível identificar com certeza qual dos irmãos era o pai.

Durante o processo, especialistas explicaram que os testes de DNA disponíveis atualmente não conseguem diferenciar entre os gêmeos. A decisão judicial, divulgada no início de março, afirma que, embora um dos gêmeos seja o pai, não é possível determinar qual deles é.

A juíza Madeleine Reardon destacou que ambos os irmãos tiveram relações com a mulher e que a probabilidade de qualquer um deles ser o pai é igual. O juiz Andrew McFarlane acrescentou que um dos gêmeos não tinha o direito de ser registrado como pai e que a responsabilidade parental deveria ser reavaliada.

A decisão também menciona que, embora a ciência possa avançar e permitir a identificação do pai no futuro, atualmente isso não é viável sem custos elevados, limitando a verdade sobre a paternidade a uma incerteza.

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