O conselheiro Nominando Diniz deixou oficialmente o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) na manhã desta quarta-feira, 25 de outubro, após mais de duas décadas de atuação. Sua aposentadoria foi solicitada por Diniz e marcada por uma cerimônia de despedida que contou com homenagens de colegas, familiares e representantes da sociedade civil.
Durante seu discurso, Diniz expressou gratidão aos colegas e servidores, além de comentar sobre um período difícil em sua carreira, quando foi afastado por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decorrência da Operação Calvário. Ele destacou a incerteza que sentiu em relação aos motivos de seu afastamento, descrevendo essa fase como traumática.
O presidente do TCE, Fábio Nogueira, elogiou a trajetória de Diniz, afirmando que sua ausência será sentida. Nogueira ressaltou a habilidade do conselheiro em humanizar o trabalho, mesmo diante de números frios e estatísticas. Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), também participou do evento de forma virtual e destacou a contribuição de Diniz para os municípios da Paraíba, mencionando a lacuna deixada após sua saída da vida pública.
Com a aposentadoria de Nominando Diniz, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) terá a responsabilidade de indicar dois novos conselheiros, incluindo a vaga que era ocupada por Fernando Catão. Diniz ingressou no TCE em maio de 2003, sucedendo Juarez Farias, e ao longo de sua carreira recebeu diversas honrarias, incluindo títulos de cidadania em vários municípios.
Além de sua despedida do TCE, Nominando Diniz anunciou planos de escrever livros, refletindo sobre sua trajetória na instituição. O governador João Azevêdo também elogiou o legado deixado por Diniz, destacando as inovações tecnológicas promovidas durante sua gestão e negando qualquer pressão que possa ter influenciado sua decisão de se aposentar.
A aposentadoria de Diniz marca um momento significativo na história do TCE-PB, refletindo não apenas sua dedicação ao serviço público, mas também a necessidade de renovação na Corte. A expectativa agora se volta para os novos conselheiros que serão indicados e para o futuro institucional do Tribunal.