Uma nova pesquisa realizada por cientistas do Reino Unido e da Dinamarca trouxe à luz um mecanismo que pode explicar por que alguns pacientes apresentam formas mais severas da doença inflamatória intestinal. Os resultados do estudo foram publicados em 10 de junho de 2023 no New England Journal of Medicine.
A doença inflamatória intestinal abrange condições crônicas como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que causam inflamação persistente no intestino. Os sintomas incluem dor abdominal, diarreia, sangramentos, perda de peso, cansaço e, em alguns casos, internações.
Pesquisadores já conheciam, há cerca de 30 anos, uma variante genética chamada HLA-DRB1*01:03, associada a um maior risco de quadros intestinais graves. No entanto, a relação entre essa alteração genética e o aumento do risco de desenvolver a doença ainda não estava clara.
O novo estudo revelou que, em uma parte dos pacientes, o organismo produz anticorpos que bloqueiam a IL-10, uma molécula fundamental para o controle da inflamação. Essa descoberta pode abrir novas possibilidades para o tratamento e manejo da doença.