O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) assegurou que o desgaste identificado no Viaduto Luciano Agra, localizado em João Pessoa, não apresenta risco estrutural. O problema foi atribuído a falhas na cura do material aplicado em uma junta de dilatação durante o período chuvoso.
A confirmação veio do diretor de operações do DER, Orlando Soares, após a interdição parcial de uma das faixas do viaduto, que causou congestionamentos significativos na BR-230.
Tivemos esse problema de chuva. A cura do produto não aconteceu da forma adequada por conta da água. Não existe risco estrutural no viaduto — declarou em entrevista.
Soares explicou que a falha ocorreu especificamente em uma junta de dilatação, que é responsável por absorver as movimentações do viaduto, resultando em desgaste do asfalto e exposição de partes metálicas.
Foi apenas o desplacamento da parte da junta. Vamos refazer da maneira correta — afirmou.
Os reparos necessários serão realizados durante as madrugadas desta semana, com o objetivo de minimizar os impactos no trânsito da capital.
O que a empresa nos prometeu é que em duas madrugadas concluirá o serviço
, acrescentou Soares.
O superintendente do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, esclareceu que a obra não foi oficialmente recebida pelo órgão federal e que sua execução foi responsabilidade do Governo do Estado, através do DER-PB. Ele também mencionou que o DNIT identificou a falha na junta de dilatação e notificou a empresa responsável pelos reparos.
Monteiro destacou que a liberação definitiva do trecho dependerá da conclusão dos serviços e do tempo necessário para a secagem do material utilizado.
Depois disso, o DNIT fará uma nova análise técnica — afirmou.
A interdição parcial mobilizou equipes do DER e da Polícia Rodoviária Federal, que auxiliaram na organização do tráfego na BR-230. Apesar da liberação parcial, motoristas enfrentaram lentidão, especialmente no sentido Bayeux–João Pessoa.
O Viaduto Luciano Agra foi inaugurado em duas etapas, com um investimento total de aproximadamente R$ 50,4 milhões. O complexo, que possui cerca de 700 metros de extensão, foi projetado para melhorar a mobilidade urbana da região.
Com a interdição parcial, o fluxo intenso de veículos gerou reclamações de motoristas, que relataram atrasos e pediram maior orientação no trânsito durante a execução dos serviços.