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Delegado é preso por corrupção e envolvimento em homicídio

O delegado Rick da Silva e Silva, preso desde abril, é acusado de corrupção na delegacia de Rorainópolis e investigado por um duplo homicídio. Ele teria manipulado procedimentos policiais em troca de propina.
Foto: Quem é o delegado preso por montar balcão de negócios em delegacia

O delegado Rick da Silva e Silva, detido desde 14 de abril, é considerado pela Justiça como o líder de um suposto esquema de corrupção na delegacia de Rorainópolis (RR). Além disso, ele está sob investigação por possível envolvimento em um duplo homicídio.

Conforme a decisão judicial, Rick teria transformado a unidade policial em um 'balcão de negócios', realizando cobranças sistemáticas de propina e manipulando procedimentos policiais. O Ministério Público alega que ele direcionava casos para uma advogada específica, dificultando o acesso à Defensoria Pública e dividindo honorários com os investigados.

Testemunhas relataram que os pagamentos eram feitos em dinheiro. A investigação revela que a maioria dos flagrantes com a atuação da advogada foi conduzida exclusivamente por Rick, o que sugere um aparelhamento da estrutura policial.

Além do esquema de corrupção, o delegado é investigado pelo assassinato do casal Edgar Silva Pereira e Rossana de Lima e Silva, encontrados carbonizados em dezembro de 2025. Há indícios de que Rick teria interferido na cena do crime e ocultado provas que poderiam ligá-lo ao caso, possivelmente devido a uma relação financeira com uma das vítimas.

O inquérito também investiga um clima de tensão dentro da polícia, com acusações de que Rick usava seu cargo para intimidar colegas e garantir o funcionamento do esquema. Entre as alegações estão ameaças a subordinados e a promessa de fabricar dossiês e interceptações telefônicas falsas para silenciar denúncias.

Rick foi preso durante a Operação Conluio, que cumpriu mandados em Rorainópolis e Boa Vista, conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios em colaboração com o Gaeco e setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública. Desde o início das investigações, mais de 25 mandados de busca e apreensão foram expedidos.

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