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Delegado da PCDF é transferido após manter preso em sua sala

Um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal enfrenta investigação após permitir que um preso passasse a noite em sua sala. A Justiça negou pedido de anulação da transferência do policial.
Foto: Laércio de Carvalho Alves

Um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), conhecido como Laércio de Carvalho Alves, está sob investigação após um incidente em que um preso em flagrante passou a noite em sua sala, em vez de ser colocado na cela da delegacia. O episódio ocorreu durante um plantão na 16ª DP, em Planaltina.

Após o ocorrido, Laércio foi transferido para a Central de Recepção de Flagrantes (Ceflag), em São Sebastião. A decisão de transferência foi contestada em um processo que buscava sua anulação, mas a Justiça negou o pedido, considerando a remoção legal e motivada por interesse da administração, sem configurar punição disciplinar.

O delegado argumentou que sua ação foi humanitária, uma vez que o preso era idoso, diabético e apresentava uma ferida aberta no pé, o que justificaria a permanência temporária em um local diferente da carceragem para preservar sua integridade física.

Em um mandado de segurança, Laércio afirmou que não houve irregularidade funcional e classificou a remoção como desproporcional, alegando que a medida foi utilizada como uma 'penalidade velada'. Ele também mencionou os prejuízos pessoais, já que a nova unidade está mais distante de sua residência.

Na decisão, o juiz ressaltou que a remoção de servidores públicos pode ser feita por interesse da administração, desde que haja justificativa. Documentos internos indicaram que a medida foi preventiva, visando garantir a integridade de uma possível apuração administrativa.

O magistrado afirmou que não houve ilegalidade ou desvio de finalidade, destacando que a decisão levou em conta a posição hierárquica do delegado e a necessidade de resguardar a credibilidade da apuração administrativa. Ele também refutou a alegação de que a remoção não tinha justificativa, apontando que houve relatos formais sobre a custódia do preso fora das dependências apropriadas.

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