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Defesa de Bolsonaro confirma pedido de conserto de arma

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu que ele solicitou o conserto de uma pistola, mas negou relação com o fim da prisão domiciliar, que termina no dia 25.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reconheceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele pediu o conserto de uma pistola após identificar uma falha no armamento. No entanto, os advogados afirmaram que não há qualquer relação entre esse pedido e o término do prazo de sua prisão domiciliar, que se encerra no dia 25.

Os advogados explicaram que, devido ao uso de medicações psiquiátricas que podem afetar a cognição de Bolsonaro, a equipe de segurança retirou o percussor da pistola, tornando-a inoperante. O ex-presidente, ao perceber a falha, teria solicitado que a arma fosse enviada para manutenção.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia dado um prazo de 24 horas para que a defesa esclarecesse a situação da arma, que foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na segunda-feira (15). Moraes questionou a razão pela qual Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em casa, especialmente com o fim da prisão domiciliar se aproximando.

A pistola Glock, calibre 9 milímetros, estava sob a posse do militar Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança de Bolsonaro. O militar se apresentou como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o que foi negado pelo órgão.

Estácio foi levado a uma delegacia e informou que estava levando a arma para conserto devido a uma pane, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte. O sistema Sigma do Exército Brasileiro confirmou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Moraes também ordenou que a Polícia Militar esclarecesse se estão sendo realizados procedimentos de revista nos veículos que saem do condomínio de Bolsonaro. A PM respondeu que está cumprindo suas obrigações, mas que os carros do GSI não são submetidos a vistorias, pois ficam estacionados em via pública.

Durante a abordagem, o policial militar Davi Evangelista Alves relatou que a pistola estava no assoalho do carro oficial da Presidência da República e que o motorista fechou o vidro de forma repentina. Estácio inicialmente afirmou que a arma estava registrada em sua documentação, mas depois admitiu que pertencia a Bolsonaro.

Em depoimento, o militar afirmou que informou imediatamente que a arma era de Bolsonaro e que a pistola foi entregue a ele devido a uma pane que parecia ter solução simples.

A Polícia Militar declarou que um militar do Exército foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após a apreensão de uma segunda arma de fogo no veículo, além da arma institucional. O GSI negou que Estácio tenha trabalhado no órgão durante o governo Lula e afirmou que não é responsável pela segurança de ex-presidentes.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após ser internado por broncopneumonia bacteriana. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe no país.

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