Recentemente, Paolo Zampolli, que atua como enviado especial para assuntos globais de Donald Trump, gerou controvérsia ao fazer declarações machistas e xenofóbicas sobre mulheres brasileiras durante uma entrevista à emissora italiana RAI. Zampolli afirmou que 'mulheres brasileiras são programadas para causar problemas', referindo-se à sua ex-esposa, a modelo Amanda Ungaro.
Em um momento em que acreditava não estar sendo gravado, ele disparou: 'as brasileiras são todas iguais', ao mencionar outra mulher chamada Lídia. Afirmou ainda que 'essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais'.
Amanda Ungaro, ex-esposa de Zampolli, foi deportada dos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no ano passado. De acordo com o New York Times, Zampolli teria pressionado o ICE para a detenção e deportação da modelo.
Paolo Zampolli, de 56 anos, é um empresário ítalo-americano que cresceu em uma família rica em Milão. Após herdar uma empresa de brinquedos aos 18 anos, ele a vendeu e se mudou para os Estados Unidos, onde entrou no setor da moda. Em 1990, fundou uma agência de modelos em Nova York e ficou conhecido por apresentar Melania Trump a Donald Trump.
Sua carreira política começou em 2017, quando se tornou embaixador da Dominica junto à ONU. Em março de 2025, assumiu o cargo de enviado especial de Trump para assuntos globais. Recentemente, Zampolli também sugeriu à FIFA que substituísse o Irã pela Itália na próxima Copa do Mundo, que ocorrerá em junho nos Estados Unidos, Canadá e México.