A adoção da jornada de trabalho no formato 5×2 tem gerado intensas discussões no município de Sousa, na Paraíba. Para a classe trabalhadora, essa mudança é vista como uma conquista que melhora o bem-estar e a convivência familiar. Em contrapartida, empresários locais expressam preocupações sobre os impactos financeiros e a adaptação necessária para o setor.
As opiniões entre os representantes do setor produtivo são diversas. O empresário Cosmo Michel acredita que a nova escala pode beneficiar tanto a produtividade quanto a economia local. Ele afirma:
O benefício maior é para o funcionário, que vai descansar melhor, o dinheiro vai girar melhor na economia.
Entretanto, há empresários que enfrentam dificuldades em adaptar suas operações. Janete Lopes, empreendedora, mencionou a hesitação em contratar novos colaboradores:
Não tem como a gente contratar funcionário.
Outros empresários, como Rayanne Ferreira, levantam a possibilidade de repassar custos ao consumidor final, afirmando que o aumento de preços pode ser inevitável. Francisco Pereira e Ana Lúcia ressaltam que a viabilidade da mudança dependerá do contexto econômico de cada empresa.
Do lado dos trabalhadores, a nova jornada é celebrada como um avanço na qualidade de vida. O comerciário Francinaldo Ferreira expressou sua satisfação:
É bom que a pessoa passa dois dias em casa, fica com a família.
Quando questionado sobre abrir mão da folga por horas extras, ele foi claro: “Prefiro ficar em casa com a minha família.”
No entanto, a disposição para realizar horas extras varia entre os empregados. A comerciária Laura Medeiros, por exemplo, considera que a renda extra pode ser vantajosa em certos momentos, dada a alta dos preços. Ela comentou:
Um extra também é uma coisa boa para a gente, que ganha pouco.
As trabalhadoras Maria Letícia, Lusiana Alves e Naiara Teixeira também veem a nova jornada como um progresso, destacando que a aceitação de trabalho extra dependerá de um diálogo com as empresas e da compensação financeira oferecida.
Fonte: Diariodosertao