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Debate sobre a PEC do fim da escala 6×1 polariza Senado

A aprovação da PEC que extingue a escala 6x1 gerou intensos debates no Senado, com a base governista defendendo a continuidade das novas regras e a oposição propondo flexibilizações.
Foto: Diariodosertao

A recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 no Senado Federal representa um marco significativo para os trabalhadores brasileiros. Com 75 votos a favor e apenas um contra, a nova legislação estabelece uma jornada diária de até 8 horas e garante dois dias de repouso semanal, transicionando para a escala 5×2 sem redução salarial.

Apesar do apoio quase unânime, a validação da PEC desencadeou um acalorado debate político entre os parlamentares da base governista e a oposição, que questionam a viabilidade e a permanência das novas regras nos próximos anos.

Durante a votação, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) alertou que a implementação e a manutenção do texto aprovado estão atreladas aos desdobramentos da política nacional. Ele destacou que a oposição já planeja revisões na PEC, especialmente se o senador Flávio Bolsonaro (PL) for eleito presidente.

Nós ouvimos do próprio senador Flávio Bolsonaro, que se antagoniza conosco em praticamente tudo, caso venha – e não virá a acontecer – a ser presidente, ele anunciou aos seus aliados que no próximo ano haverá de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição que simplesmente desconhecerá todas as propostas contidas nesta PEC.

Veneziano enfatizou a importância da continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assegurar os novos direitos trabalhistas, afirmando que a vitória de Lula é crucial para a permanência da escala 5×2.

Em contrapartida, membros da oposição defendem a necessidade de flexibilização do mercado de trabalho. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) argumentou que a proposta oposicionista busca garantir liberdade contratual entre empregadores e empregados.

Nós queremos, com a nossa PEC, é simplesmente isso: dar liberdade ao trabalhador. Você quer CLT 40 horas por semana ou 44 como é hoje – mas que vai ser reduzido a 40? Você pode ser CLT.

Cavalcante criticou a polarização em torno do tema e defendeu a modernização das relações de trabalho, ressaltando a necessidade de colaboração entre empregadores e empregados.

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