Os líderes da França e do Reino Unido se reuniram com representantes de dezenas de países, sem a participação dos Estados Unidos, para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. O encontro, realizado em Paris, visa mitigar os impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã, que resultou no fechamento do estreito, responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial.
Em uma publicação na rede X, o presidente francês Emmanuel Macron destacou que a missão de garantir a segurança da navegação será "estritamente defensiva
e limitada a países não envolvidos no conflito. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfatizou a necessidade de uma
reabertura incondicional e imediata" do estreito, acusando o Irã de "manter a economia mundial refém".
França e Reino Unido também estão organizando reuniões de planejamento militar, semelhante à coalizão criada para a segurança da Ucrânia. O coronel Guillaume Vernet, porta-voz militar francês, afirmou que a missão ainda está em desenvolvimento, com países contribuindo de acordo com suas capacidades.
A operação busca garantir a passagem segura de navios pelo estreito, podendo envolver ações como remoção de minas e criação de sistemas de alerta para ameaças marítimas. Especialistas sugerem que a atuação deve focar mais na retirada de minas do que em escoltas armadas.
O Reino Unido está considerando o uso de drones de caça-minas, enquanto a França deslocou um porta-aviões nuclear e outros navios para a região. Mais de 40 países participaram de discussões nas últimas semanas, com cerca de 30 nações esperadas na cúpula, incluindo representantes do Oriente Médio e da Ásia.
A operação também responde a críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou aliados de não se unirem à guerra e afirmou que a reabertura do estreito não é responsabilidade dos EUA. Analistas observam que países europeus e aliados como o Canadá podem tentar demonstrar sua capacidade de garantir segurança internacional de forma independente.