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Cuba reafirma resistência a ameaças de Trump

O líder cubano Miguel Díaz-Canel declarou que o país manterá uma 'resistência inexpugnável' frente às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que mencionou controlar a ilha.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a nação se manterá firme diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente sugeriu a possibilidade de assumir o controle da ilha. Em uma postagem na rede X, Díaz-Canel declarou: 'Diante do pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo encontrará uma resistência inexpugnável'.

Trump, em declarações feitas na Casa Branca, expressou sua crença de que 'terá a honra de tomar Cuba' e que 'pode fazer o que quiser' com o país. Ele comentou sobre a expectativa de ações dos EUA em relação a Cuba, afirmando: 'Ouvi minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. Quando é que os EUA vão fazer isso?'.

Cuba enfrenta uma crise severa, exacerbada por um bloqueio dos EUA que limita o envio de petróleo, essencial para o setor energético da ilha. O embargo, que já dura cerca de três meses, foi intensificado pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro, resultando na interrupção das remessas de petróleo de Caracas e México.

Díaz-Canel criticou as ameaças constantes dos EUA, afirmando que o país é alvo de agressões diárias e que o embargo histórico, em vigor desde 1962, tem contribuído para as dificuldades econômicas da ilha. Ele destacou que a economia cubana tem sido atacada e isolada por mais de seis décadas.

A situação em Cuba é crítica, com apagões frequentes, fechamento de hotéis e serviços básicos comprometidos. Recentemente, uma falha na rede elétrica deixou a população sem luz por mais de 29 horas. A energia foi restabelecida no dia seguinte, mas cortes ainda podem ocorrer devido à insuficiência na geração.

Trump tem intensificado suas críticas a Havana e seus líderes, ao mesmo tempo em que sugere que a ilha deseja um acordo com os EUA. Díaz-Canel, por sua vez, admitiu que o regime cubano tem mantido conversas com a Casa Branca, embora a natureza dessas interações não seja nova.

Historicamente, Cuba e os EUA já passaram por momentos de negociação desde a Revolução Cubana em 1959, mas atualmente, a pressão sobre a ilha parece aumentar, com Trump exigindo mudanças políticas e econômicas, incluindo reformas estruturais e a liberação de presos.

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