Em um comunicado recente, Cuba enviou um aviso aos Estados Unidos, afirmando que suas forças armadas estão prontas para reagir a possíveis agressões. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, durante uma entrevista à NBC.
Esse alerta ocorre em um contexto de crescente pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a mencionar a possibilidade de ações contra a ilha. Cossío destacou que, embora não acreditem em um ataque iminente, a preparação militar é uma constante em Cuba.
Nossas forças armadas estão sempre preparadas. E, de fato, estão se preparando nestes dias para a possibilidade de uma agressão militar — afirmou o vice-chanceler cubano.
Ele também ressaltou que, historicamente, Cuba tem mantido sua capacidade de mobilização diante de ameaças externas, embora considere improvável uma escalada direta com os Estados Unidos.
Sempre vimos isso como algo muito distante. Não acreditamos que seja provável. Mas seríamos ingênuos se não nos preparássemos — completou.
O alerta cubano foi motivado por declarações recentes de Trump, que sugeriu ações mais severas em relação à ilha. Em comentários a jornalistas, o presidente americano afirmou que poderia "tomar
Cuba e mencionou a possibilidade de uma mudança no regime do país.
Eu acredito que terei a honra de — de ter a honra de tomar Cuba. Seria uma grande honra", disse Trump.
Essas declarações reacendem um histórico de tensões entre Washington e Havana, que perdura desde a Revolução Cubana, em 1959.