A libertação de presos em Cuba teve início nesta sexta-feira, com a confirmação de que duas pessoas envolvidas nas manifestações antigovernamentais de julho de 2021 foram soltas. A informação foi divulgada pela organização de defesa dos direitos humanos Justicia 11J.
A ONG afirmou que conseguiu verificar a soltura de indivíduos que cumpriam penas de 13 e 14 anos. A agência France-Presse também confirmou a libertação de um deles, que já se encontra em casa, em Havana.
Essas libertações são um desdobramento de conversas entre o governo cubano e o Vaticano, que culminaram no anúncio de que 51 presos seriam libertados como um gesto de boa vontade. O comunicado oficial não especificou os nomes dos beneficiados nem os crimes pelos quais foram condenados.
O governo cubano destacou que a decisão de libertar os prisioneiros é uma prática comum na ilha, mencionando que os beneficiados cumpriram uma parte significativa de suas penas e apresentaram boa conduta durante o encarceramento.
Essa medida ocorre em um contexto de tensões entre Cuba e os Estados Unidos, com o Vaticano atuando como mediador. Em 2022, Cuba já havia libertado 553 prisioneiros em um acordo similar, após a retirada da ilha da lista de 'Estados patrocinadores do terrorismo' pelos EUA.