O deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Felipe Leitão (MDB), fez críticas à gestão anterior de Bayeux, liderada pela ex-prefeita Luciene Gomes. Ele afirmou que sua esposa, a atual prefeita Tacyana Leitão (PSB), herdou a cidade em uma situação financeira crítica, considerada a mais endividada do estado.
De acordo com Felipe, Bayeux acumulava cerca de R$ 500 milhões em dívidas no momento em que Tacyana assumiu a Prefeitura.
Dos 223 municípios da Paraíba, era o mais endividado. E no Brasil estava entre os primeiros. É meio bilhão de reais em dívidas. Isso leva tempo para recuperar — declarou.
Essas declarações surgem após um mês do rompimento político entre Felipe Leitão e a ex-prefeita Luciene Gomes, que, junto ao ex-vereador conhecido como Fofinho, anunciou apoio à pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado, além de apoiar o governador João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado.
Questionado sobre se esse movimento poderia ameaçar seu grupo político em Bayeux, Felipe minimizou a situação.
Não vejo como ameaça. Vejo como uma investida forte no município para tentar diminuir a vantagem que temos nas pesquisas — afirmou, referindo-se a levantamentos internos que indicam alta aprovação da prefeita.
Felipe também recordou as articulações necessárias para a vitória de Tacyana nas eleições municipais, revelando que conseguiu unir lideranças da oposição em torno da candidatura.
Trouxe quatro pré-candidaturas da oposição para o projeto. Foi na base do diálogo. Eram grupos que não sentavam na mesma mesa
, contou.
Ele admitiu que não tinha plena consciência da gravidade da situação financeira de Bayeux na época e chegou a considerar a desistência da candidatura.
Se eu soubesse que era tão difícil, talvez tivesse pensado diferente. Mas enfrentamos e vencemos — declarou. Apesar das críticas à gestão anterior, Felipe afirmou que não há sentimento de ingratidão e que o foco agora é recuperar o município, destacando investimentos em pavimentação que excedem R$ 10 milhões, com apoio do deputado federal Hugo Motta (Republicanos).