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CPMI do INSS Estuda Convocação de Assessor Paraibano Envolvido em Investigações

CPMI do INSS analisa convocação de assessor da Paraíba envolvido em investigações sobre irregularidades.
Foto: Ex-assessor de Motta, Jeronimo Arlindo da Silva Júnior foi nomeado no Governo da Paraíba. Repro...

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS está se preparando para analisar, nos próximos dias, um pedido de convocação de Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, atual assessor técnico de projetos da Secretaria de Agropecuária e Pesca da Paraíba. A convocação se relaciona à sua atuação na Conafer, uma entidade sob investigação por supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação sobre a convocação foi confirmada por um membro da CPMI ao Jornal da Paraíba nesta terça-feira, dia 3. No final do ano passado, a CPMI já havia solicitado a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Júnior do Peixe, como é conhecido, e agora os parlamentares buscam avançar na convocação do assessor paraibano.

Júnior do Peixe foi assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do partido Republicanos. Durante seu período de trabalho com Motta, que durou de outubro de 2020 a março de 2021, ele teria movimentado R$ 3,1 milhões em suas contas bancárias. Durante esses seis meses, recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e transferiu R$ 1,57 milhão para outras contas, segundo levantamento do Portal Metrópoles.

Investigações em torno da Conafer foram detalhadas em uma reportagem do Jornal Nacional no ano anterior, que indicou que a entidade foi responsável pelo maior aumento no volume de descontos em benefícios do INSS entre 2019 e 2024. Uma testemunha-chave relatou que documentos foram manipulados para possibilitar a retirada não autorizada de dinheiro de aposentados, com os descontos indevidos subindo de R$ 400 mil anuais em 2019 para R$ 57 milhões em 2020 e R$ 202 milhões em 2023, conforme dados da Controladoria-Geral da União (CGU).

Antes de sua nomeação como diretor da Conafer, Júnior do Peixe atuou como secretário parlamentar no gabinete de Hugo Motta. Em nota divulgada em suas redes sociais no ano passado, ele negou qualquer envolvimento com as irregularidades, afirmando que sua atuação se limitou a estudos voltados para a implementação de ações institucionais. Em entrevistas, também defendeu que seu vínculo com Motta não deve ser associado ao caso e que os valores mencionados na CPI se referem apenas ao seu salário.

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