Os ataques no Oriente Médio não cessaram, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas pelos Estados Unidos e Irã. Na madrugada desta terça-feira, relatos de ataques continuaram a surgir, especialmente no Golfo, onde mísseis iranianos foram interceptados.
Em Israel, três crianças ficaram levemente feridas devido a uma munição de fragmentação iraniana que atingiu Tel Sheva, no sul do país. Um porta-voz militar israelense informou que Israel segue realizando ataques aéreos no Irã, enquanto o Líbano também continua a ser alvo de bombardeios israelenses. Um ataque aéreo atingiu uma ambulância na cidade de Qlaileh, próxima a Tiro.
Apesar de um comunicado de Israel indicando a concordância em interromper os ataques, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o acordo não se aplica ao Líbano. Ele declarou apoio à decisão do presidente Trump de suspender os ataques ao Irã, condicionando a medida à abertura do Estreito de Ormuz e à cessação de ataques contra os EUA, Israel e países da região.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, havia afirmado que um cessar-fogo imediato, incluindo o Líbano, foi acordado entre os Estados Unidos e o Irã, mas essa informação contrasta com a posição de Netanyahu.
A reação global ao cessar-fogo foi positiva, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressando apoio à medida. O mercado de petróleo também reagiu, com os preços caindo quase 15%, atingindo o menor valor em um mês.
Donald Trump comentou sobre o acordo, descrevendo-o como um 'grande dia para a paz mundial' e afirmando que os Estados Unidos estariam prontos para ajudar o Irã a lidar com o aumento do tráfego no Estreito de Ormuz.