O Tribunal do Júri de Campina Grande proferiu, na última quinta-feira, a condenação de José Geraldo de Oliveira a 78 anos, sete meses e 15 dias de reclusão. Ele foi responsabilizado pelo assassinato da ex-companheira, Thalita Vieira da Silva, e dos pais dela, Rita Vieira Dantas e Carlos Jaime Pedro da Silva, em um crime ocorrido em junho de 2022 em São Bento, na Paraíba.
O julgamento, que durou mais de 13 horas, foi transferido para Campina Grande devido a ameaças enfrentadas por familiares das vítimas e advogadas que atuaram na acusação. A denúncia do Ministério Público da Paraíba indicou que os crimes foram motivados por ciúmes e inconformismo do réu com o término do relacionamento.
Durante o processo, foi relatado que José Geraldo assassinou Thalita na presença de duas crianças, uma delas filha do casal. Após o crime, ele se dirigiu a uma bodega próxima e matou a sogra, antes de atirar contra o sogro na calçada da residência. As ações foram capturadas por câmeras de segurança.
Os promotores enfatizaram a crueldade dos crimes, que ocorreram em um ambiente familiar e com múltiplos disparos de arma de fogo. A defesa do réu contou com uma equipe de oito advogados, enquanto a família das vítimas foi representada pela advogada Silvia Helena.
O histórico criminal de José Geraldo e seu comportamento violento foram destacados durante o julgamento, com a comunidade local o considerando uma figura temida. O impacto do crime sobre os filhos da vítima, que ficaram órfãos, também foi abordado.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa das vítimas. As mortes de Thalita e da sogra foram classificadas como feminicídio, devido ao contexto de violência de gênero. Assim, José Geraldo recebeu penas que totalizam 78 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado.
O juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou seu retorno imediato ao presídio onde já estava detido.