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Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero contra Janaína Farias

O ex-ministro Ciro Gomes foi condenado pela Justiça Eleitoral por ofensas à prefeita Janaína Farias, configurando violência política de gênero. A defesa pode recorrer.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará, foi condenado pela Justiça Eleitoral por violência política de gênero contra a prefeita de Cratéus, Janaína Farias. A condenação se deu em razão de ofensas dirigidas à petista em 2024, quando ela assumiu o Senado como suplente de Camilo Santana, rival de Ciro.

Ciro chamou Janaína de "cortesã" e

assessora para assuntos de cama do Camilo Santana

em declarações públicas. Em entrevista ao Jornal Jangadeiro, ele afirmou: "Em vez de ser assessora de alcova agora eu vou substituir. Ela é simplesmente a pessoa que organizava as farras do Camilo Santana."

A condenação se baseou no artigo 326-B do Código Eleitoral, que prevê pena de um ano e quatro meses de reclusão, além de multa, para quem assediar ou humilhar candidatas a cargos eletivos. O juiz Edson Feitosa dos Santos Filho substituiu a pena por pagamento de 20 salários mínimos a Janaína e 50 a entidades de proteção dos direitos das mulheres. A defesa de Ciro pode recorrer.

Em sua defesa, Ciro negou ter intenção sexista e alegou que suas declarações eram críticas ao ex-ministro Camilo Santana. Ele afirmou que sempre apoiou a participação feminina em seus mandatos.

Janaína Farias considerou a condenação uma vitória das mulheres, afirmando que a decisão é um alento para todas que enfrentam misoginia. Ela planeja destinar os valores da condenação a entidades de proteção dos direitos das mulheres.

A bancada feminina do Senado já havia solicitado um voto de repúdio contra Ciro, considerando suas falas machistas e violentas. O documento destaca que tais ataques refletem uma desvalorização das mulheres e uma resistência à sua participação em espaços de poder.

Ciro Gomes já havia enfrentado críticas por declarações machistas em 2002, quando afirmou que a função de sua então esposa, a atriz Patrícia Pillar, na campanha era dormir com ele. Vinte anos depois, Patrícia declarou ter perdoado Ciro, expressando admiração e respeito por ele.

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