O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou a construção de barreiras físicas na fronteira com a Bolívia, com o objetivo de restringir a entrada de imigrantes em situação irregular. Durante a cerimônia de assinatura de seus primeiros decretos, Kast solicitou ao chefe do Exército, Pedro Varela, apoio na implementação dessa medida.
Entre os seis decretos assinados, destaca-se o Plano Escudo de Fronteira, que orienta os ministérios da Defesa e do Interior a promoverem mudanças na legislação para desencorajar a imigração irregular. O plano também prevê a modificação das normas sobre o uso da força e a construção de barreiras físicas em áreas estratégicas.
Além disso, um segundo decreto determina que os Ministérios da Defesa, do Interior e dos Ativos Nacionais aumentem os recursos militares na fronteira norte, aprimorando a vigilância com drones e sensores, além de melhorar as comunicações na região.
O combate à imigração irregular foi uma das promessas centrais da campanha de Kast, que adotou uma retórica semelhante à do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dados oficiais indicam que aproximadamente 337 mil estrangeiros residem no Chile sem a documentação adequada, em um país com cerca de 20 milhões de habitantes.