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Chico Mendes defende ribeirinhos e critica gestão das águas de Boqueirão

O deputado Chico Mendes pediu agilidade nas soluções para os problemas de abastecimento no Açude de Boqueirão, destacando a importância da participação de São José de Piranhas nas discussões sobre alocação de água.

O deputado estadual Chico Mendes, líder do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba, manifestou preocupação com a gestão das águas do Açude de Boqueirão, localizado entre Cajazeiras e São José de Piranhas. Em entrevista ao programa Olho Vivo, ele pediu agilidade das agências reguladoras para resolver os problemas de abastecimento e a retirada descontrolada de recursos hídricos, que têm afetado a saúde pública e o meio ambiente na região.

Mendes ressaltou que a recente mortandade de peixes no manancial é um reflexo da crise hídrica e da falta de gestão adequada. Ele destacou que a manutenção do volume de água no açude é resultado de uma articulação política que envolveu comitivas sertanejas em três viagens a Brasília, onde foram realizadas reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Regional e a Agência Nacional de Águas (ANA).

O deputado afirmou que a fiscalização sobre o uso das águas da transposição do Rio São Francisco será intensificada durante seu mandato.

Ninguém mais faz de besta os ribeirinhos lá de São José de Piranhas. Pode confiar na gente, nós vamos brigar com todas as nossas forças — declarou.

Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) incluiu São José de Piranhas nas discussões sobre a alocação de água do Sistema Hídrico Engenheiro Ávidos/São Gonçalo. Essa decisão foi considerada uma vitória para a população local, que havia sido excluída irregularmente do processo de elaboração do Termo de Alocação de Água (TAA) 2025/2026.

A recomendação do MPF determina que, a partir do ciclo 2026/2027, São José de Piranhas deve ser convocado oficialmente com antecedência mínima de 30 dias para participar da Comissão de Acompanhamento do TAA, garantindo também a representação das comunidades ribeirinhas nas discussões.

Mendes destacou que, apesar de apenas 15% da parede da barragem estar em Cajazeiras, quase 100% das águas pertencem a São José de Piranhas, o que reforça a necessidade de inclusão do município nas decisões sobre o reservatório.

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