Search

Chiclete revela identidade de assassino após 47 anos

Um chiclete encontrado nas costas de uma adolescente assassinada em 1978 foi crucial para resolver um crime que perdurou por quase cinco décadas. Mark Stanley Personette, de 80 anos, foi condenado pelo assassinato de...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um caso de assassinato que permaneceu sem solução por quase 50 anos nos Estados Unidos foi finalmente esclarecido graças a uma evidência inusitada: um chiclete encontrado grudado nas costas da vítima. Mark Stanley Personette, de 80 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de Marissa Rolf Harvey, que foi morta em 1978 durante uma visita a São Francisco.

Marissa, residente em Nova York, desapareceu em 27 de março de 1978, enquanto passeava pelo Golden Gate Park. Seu corpo foi encontrado posteriormente nas proximidades do Sutro Heights Park, e a investigação inicial não conseguiu identificar o autor do crime, que se tornou um 'cold case'.

Em outubro de 2020, as autoridades decidiram reexaminar as evidências do caso, utilizando técnicas modernas de análise genética. A análise revelou um perfil masculino de DNA nas roupas de Marissa, além do chiclete que se tornou fundamental para a investigação.

O DNA recuperado do chiclete e de outras evidências levou os investigadores a Mark Stanley Personette, que na época residia no Colorado. Para confirmar a identidade do suspeito, agentes do FBI coletaram amostras de objetos descartados por ele.

Após a comparação do DNA, as autoridades realizaram buscas na casa de Personette, onde encontraram placas de veículos da Califórnia, contradizendo sua alegação de nunca ter estado em São Francisco. Com essas novas evidências, o caso foi reaberto e Personette foi levado a julgamento.

Durante o processo, uma outra mulher também testemunhou contra Personette, afirmando ter sido vítima de abuso sexual em 1979. O júri considerou Personette culpado pelo assassinato de Marissa, e a promotora Brooke Jenkins destacou a importância da condenação, que garante que ele passará o resto da vida na prisão.

Este caso ilustra como evidências que pareciam insignificantes podem se tornar cruciais com o avanço das tecnologias forenses, permitindo que a justiça seja finalmente feita, mesmo após décadas.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE