Um novo marco na saúde pública de Patos e do Sertão da Paraíba foi estabelecido com a chegada do acelerador linear ao Hospital do Bem. Este equipamento, considerado crucial para a radioterapia, promete transformar o atendimento a pacientes oncológicos na região.
O transporte do acelerador, que veio do Porto de Suape, em Recife-PE, exigiu uma operação logística complexa, com suporte de equipes técnicas e órgãos de trânsito. A equipe do Patos Online acompanhou todo o processo.
Francisco Guedes, diretor-geral do Complexo Hospitalar Deputado Janduhy Carneiro, enfatizou a importância do equipamento, afirmando que
o Sertão era um antes desse acelerador e será outro após a entrega desse equipamento
. Com a nova estrutura, os pacientes não precisarão mais viajar para João Pessoa ou Campina Grande para realizar radioterapia.
Com a implementação do serviço, Patos se tornará o único hospital 100% SUS da Paraíba a oferecer tratamento oncológico completo, integrando quimioterapia e radioterapia em um único local. A expectativa é atender pacientes de 89 municípios, abrangendo uma população de quase um milhão de pessoas.
A secretária de Gestão Hospitalar do Estado, Tália Guedes, destacou a relevância da descentralização do atendimento, afirmando que
é um avanço enorme, porque estamos trazendo para o interior um cuidado essencial
. O acelerador linear possui tecnologia de padrão internacional, capaz de atender à demanda regional por muitos anos.
Além do acelerador, o centro oncológico contará com serviços como braquiterapia, que é inédito na Paraíba, e um equipamento PET-Scan, que será utilizado para diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.
Essa iniciativa faz parte do Projeto Amar, um programa do Governo da Paraíba voltado para a modernização da rede de saúde, com investimento superior a 80 milhões de dólares, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Tesouro Estadual. O acelerador linear teve um custo aproximado de R$ 12 milhões.
A obra civil para a instalação do equipamento já está mais de 70% concluída, com previsão de finalização até o final do ano. Após essa fase, o equipamento passará por avaliações técnicas e obterá autorização do Ministério da Saúde para iniciar suas operações.
O Governo do Estado espera que o serviço comece a funcionar ainda este ano, permitindo que os pacientes do Sertão realizem todo o tratamento oncológico próximo de suas residências, evitando longos deslocamentos.