Em uma declaração contundente, Ahmad Reza Radan, chefe da Polícia Nacional do Irã, afirmou que aqueles que se manifestarem contra o regime serão considerados inimigos. A declaração ocorreu em um contexto de crescente pressão interna e conflitos no Oriente Médio.
Radan enfatizou que qualquer pessoa que atue conforme os interesses do que ele chamou de 'inimigo' não será vista apenas como um manifestante, mas sim como um inimigo, recebendo o mesmo tratamento que um adversário. Essa posição foi divulgada pela emissora estatal Irib.
A situação no Irã se agrava após a morte do aitaolá Ali Khamenei, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocando os iranianos a se levantarem contra o regime. A guerra na região já se estende por 12 dias, e o país enfrenta uma crise financeira que intensificou as manifestações.
Desde dezembro, o Irã tem sido palco de protestos significativos, considerados a maior ameaça ao regime desde a Revolução de 1979. A resposta do governo tem sido a repressão violenta, com cortes de internet e um número alarmante de vítimas, segundo organizações de direitos humanos.
O regime iraniano admite que cerca de 3.000 pessoas morreram durante os protestos, enquanto grupos de direitos humanos relatam mais de 6.000 vítimas. O governo atribui a violência a 'atos terroristas' supostamente incentivados pelos EUA e Israel.
Recentemente, Trump sugeriu uma ação militar contra o Irã, afirmando que o objetivo seria proteger os cidadãos americanos e eliminar ameaças do regime. Após a morte de Khamenei, seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como novo líder supremo, mas ainda não se manifestou publicamente.
Além disso, o Irã anunciou que lançou mísseis contra uma base militar dos EUA no Kuwait, enquanto a Arábia Saudita reportou a interceptação de mísseis iranianos. Teerã também declarou uma nova ofensiva contra Israel e alvos associados aos Estados Unidos.