O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou que os Estados Unidos são o parceiro mais importante para a Otan, em uma entrevista que será exibida neste domingo. Merz afirmou à emissora pública ARD que
continuo convencido de que os americanos são o parceiro mais importante para nós na Aliança do Atlântico Norte
.
A declaração surge em um contexto de crise diplomática entre os dois países, especialmente após o anúncio dos EUA sobre a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, uma ação interpretada como uma forma de punição a Berlim.
Quando questionado sobre a relação da retirada com a estratégia do presidente Donald Trump em relação ao Irã, Merz afirmou: "Não há nenhuma ligação".
Na segunda-feira, Merz havia comentado que os iranianos estavam "humilhando
os EUA nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. Trump respondeu, afirmando que o chanceler não sabia do que estava falando e que a Alemanha estava
indo mal".
O presidente dos EUA também mencionou a possibilidade de retirar tropas da Alemanha, que atualmente abriga cerca de 35 mil militares americanos, servindo como uma base estratégica na Europa.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, informou que a retirada dos soldados deve ser concluída em até 12 meses, com uma brigada de combate sendo retirada e um batalhão de artilharia não sendo mais deslocado.
Essas medidas foram descritas como uma resposta a comentários de autoridades alemãs, considerados "inapropriados e pouco úteis". A redução das tropas deve levar os números de volta aos níveis anteriores a 2022, antes do reforço militar após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Trump também indicou que poderia retirar tropas de outros países da Otan, como Espanha e Itália, citando a falta de apoio a ações militares no Oriente Médio. A Alemanha, por sua vez, tem apoiado o uso de suas bases para operações contra o Irã.
Recentemente, o governo espanhol fechou seu espaço aéreo para aeronaves americanas, enquanto a Itália negou o uso de uma base aérea na Sicília para operações de combate.
Trump está considerando punir países da Otan que não apoiaram a guerra contra o Irã, com a possibilidade de transferir tropas para nações que colaboraram, como Polônia e Romênia.