A 9ª Gerência Regional de Saúde, localizada em Cajazeiras, apresentou um panorama detalhado das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) para o ano de 2025. Durante uma entrevista à TV e Rede Diário do Sertão, Patrícia Holanda, apoiadora regional de ISTs, compartilhou dados sobre a incidência de HIV e AIDS na Paraíba e na região do Alto Sertão, enfatizando os desafios no diagnóstico e a estrutura de atendimento disponível.
Em nível estadual, a Paraíba registrou 1.227 casos de HIV/AIDS em 2025, incluindo 104 casos em gestantes e 163 óbitos relacionados à doença. No mesmo período, apenas um caso de transmissão vertical foi registrado em todo o estado. Na 9ª Regional de Saúde, foram identificados 50 casos de HIV e três de AIDS, com apenas um caso positivo entre gestantes e sem registros de transmissão vertical.
Patrícia Holanda detalhou o protocolo de detecção de HIV, que inclui testagem rápida a partir de uma gota de sangue, com resultados em 15 a 20 minutos. Os testes são realizados em Serviços de Assistência Especializada (SAE), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), Unidades Básicas de Saúde, hospitais e UPAs na região de Cajazeiras.
Os serviços de testagem estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde dos 15 municípios da região, além de instituições como o Hospital Regional de Cajazeiras e o Hospital Universitário Júlio Bandeira. Apesar da disponibilidade dos testes, a especialista destacou que barreiras sociais, como o medo do diagnóstico e do preconceito, ainda dificultam a busca por atendimento.
Patrícia também mencionou a introdução de novos testes, como o autoteste de punção digital e o fluido oral, que oferecem mais autonomia aos usuários. Em relação ao tratamento, a interiorização dos serviços se concentra em polos como Patos, Sousa e Cajazeiras, com a implantação de Serviços de Assistência Especializada e Unidades Dispensadoras de Medicamentos.
Embora Cajazeiras ainda não tenha um SAE próprio, há negociações com o Hospital Universitário para a implementação do serviço. A descentralização dos exames de monitoramento é uma evolução significativa, permitindo que coletas de carga viral sejam realizadas localmente, sem a necessidade de deslocamento para Patos.
O fluxo de atendimento inicia na rede primária, onde o acolhimento é essencial para a adesão ao tratamento. Patrícia ressaltou que o acolhimento inicial, a partir da testagem rápida e do diagnóstico, é fundamental para estabelecer um vínculo entre o profissional de saúde e o paciente.
Fonte: Diariodosertao