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Cármen Lúcia expressa consternação e pede desculpas ao povo brasileiro

Durante sessão do STF, a ministra Cármen Lúcia manifestou sua tristeza com a crise na Corte e pediu desculpas ao povo brasileiro por não ter conseguido apaziguar os ânimos.
Foto: Reprodução / Marcelo Camargo (Agência Brasil)

A ministra Cármen Lúcia, em uma sessão do Supremo Tribunal Federal, expressou sua profunda consternação em relação à crise que afeta a Corte. Ela destacou que o tribunal, como guardião da Constituição, tem gerado um clima de mal-estar entre os cidadãos brasileiros.

Cármen Lúcia, ao se dirigir aos colegas, mencionou que não costuma antecipar votos, mas sentiu a necessidade de compartilhar sua tristeza.

Estou triste não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, provocou um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nos últimos dias — afirmou.

Além disso, a ministra fez um pedido de desculpas ao povo brasileiro, expressando seu desejo de ter contribuído para a resolução dos conflitos.

Peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais — disse.

A declaração de Cármen Lúcia ocorreu em um momento de reviravolta na sessão, quando o ministro Flávio Dino alterou seu voto e pediu vista, suspendendo o julgamento em andamento. Antes disso, a sessão já havia registrado uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes e o voto de Edson Fachin pela manutenção da separação dos casos.

O Plenário do STF analisaria o caso das 52 mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, enquanto as acusações feitas por Moraes contra André Mendonça foram agendadas para o dia 23 de setembro.

A crise no Supremo teve início em setembro de 2026, quando André Mendonça decidiu levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal, que revelaram encontros entre Vorcaro e Moraes. A situação se intensificou com um confronto entre os ministros, onde Moraes acusou Mendonça de liberar informações de forma seletiva, o que foi negado por Mendonça.

Recentemente, a Polícia Federal entregou cópias do conteúdo do celular de Vorcaro, e a Procuradoria Geral da República se manifestou a favor do acesso ampliado. Edson Fachin decidiu separar os processos, que incluem discussões sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes e um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes.

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