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Candidato com nanismo contesta reprovação em concurso para delegado

Matheus Menezes Matos, advogado com nanismo, recorreu da reprovação em exames do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, onde foi considerado inapto. O caso ainda depende de análise judicial.
Foto: Nanismo

Matheus Menezes Matos, um candidato com nanismo, recorreu da decisão que o considerou inapto nos exames biofísicos e biomédicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. O resultado preliminar, divulgado no dia 15, indicou que ele não atendeu aos requisitos exigidos.

A advogada Kesia Oliveira, que representa Matheus, informou que ele apresentou um recurso contra a reprovação. Assim, o candidato ainda não está eliminado do concurso, pois a situação depende da análise do recurso e de uma possível decisão judicial.

O caso de Matheus ganhou destaque nacional após sua reprovação no Teste de Aptidão Física (TAF), apesar de ter sido aprovado nas etapas anteriores. Ele tinha direito a uma prova adaptada devido ao seu nanismo, com um pedido formal feito dentro do prazo. No entanto, no dia do teste, não conseguiu alcançar o salto de 1,65 metro, conforme exigido pelo edital, resultando em sua desclassificação.

Matheus também destacou que não foi o único a enfrentar dificuldades, mencionando que outros candidatos com deficiência foram eliminados na mesma fase do concurso. Em uma decisão anterior, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, havia determinado que Matheus refizesse o teste.

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