Uma britânica de 33 anos, que recebeu mais de £ 23 mil (equivalente a R$ 160 mil) em benefícios sociais por alegar ansiedade, foi condenada por fraude. Catherine Wieland afirmou estar incapacitada para atividades cotidianas, mas foi flagrada em uma viagem ao México, onde surfou e fez tirolesa.
De acordo com informações da BBC, Wieland declarou ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido que não conseguia sair de casa, cozinhar ou cuidar de si mesma. No entanto, investigações revelaram que ela visitou o parque temático Thorpe Park três vezes durante o período em que recebia os benefícios.
Quando confrontada com extratos bancários, a mulher tentou justificar suas ações, afirmando que não sabia que não era permitido sair de casa. Além disso, utilizou parte do dinheiro recebido em serviços de beleza e lazer, realizando 76 agendamentos e frequentando 60 bares, clubes e restaurantes.
Após a viagem, Wieland ainda enviou uma avaliação alegando que sua condição havia piorado. O caso envolve o PIP (Personal Independence Payment), um benefício destinado a pessoas com deficiência ou limitações de saúde. A mulher foi condenada a 28 semanas de prisão, que pode ser convertida em outras penas, e terá que devolver o valor recebido.
O governo argumentou que o montante recebido foi custeado pelos contribuintes entre 2021 e 2024. O parlamentar Andrew Western comentou sobre o caso, afirmando que é um exemplo de abuso do sistema, ressaltando que a situação é um desrespeito aos contribuintes e às pessoas que realmente necessitam do PIP.