O governo dos Estados Unidos deu início a uma investigação comercial que pode impactar as exportações brasileiras. A Representação Comercial dos EUA (USTR) anunciou a inclusão do Brasil em um processo que pode resultar na imposição de tarifas sobre produtos destinados ao mercado norte-americano.
A investigação foi aberta na quinta-feira e abrange também outras 59 economias, incluindo países como China, União Europeia e México. O procedimento se baseia no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite a apuração de práticas consideradas desleais no comércio internacional.
O foco da investigação é avaliar se os países envolvidos estão tomando medidas adequadas para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia criar uma vantagem competitiva injusta. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, destacou que trabalhadores e empresas americanas enfrentam concorrência desleal devido a essas práticas.
Se a investigação concluir que os países não estão implementando medidas eficazes contra o trabalho forçado, os Estados Unidos poderão impor sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre os produtos importados.
O processo inclui consultas formais com os governos dos países investigados e uma audiência pública agendada para 28 de abril. Interessados poderão enviar comentários por escrito até 15 de abril, com a expectativa de que a investigação seja concluída até o final de julho.
A abertura dessa investigação ocorre após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal a aplicação de tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que permite ao presidente impor sanções em situações de emergência nacional.