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Bosque do Trabalhador em Curitiba se torna ponto de sexo a céu aberto

O Bosque do Trabalhador, em Curitiba, é alvo de denúncias por ser utilizado como local para sexo a céu aberto. Um dossiê com gravações expõe a situação, que preocupa moradores e autoridades.
Foto: motel

O Bosque do Trabalhador, um espaço que deveria ser destinado a caminhadas e lazer, está sendo denunciado como um ponto de encontros sexuais a céu aberto em Curitiba. O local, que deveria promover o convívio familiar, ganhou uma nova notoriedade após a divulgação de um dossiê com mais de uma hora de gravações que documentam a movimentação de homens em busca de relações rápidas na mata.

O vereador João Bettega (União Brasil) é um dos responsáveis pelas denúncias, afirmando que parques da cidade têm se tornado conhecidos por esse tipo de prática, o que afasta as famílias do uso desses espaços públicos. Ele destacou que já foram realizadas fiscalizações em outros locais, como o Parque Atuba, e que a situação no Bosque do Trabalhador é preocupante.

Além das práticas sexuais, Bettega também mencionou que o bosque se tornou um ponto de venda de drogas, aumentando a sensação de insegurança na região. As gravações, realizadas com óculos inteligentes, mostram abordagens diretas, como um frequentador perguntando ao cinegrafista: “Quer dar uma mamada?”.

Os vídeos revelam um ambiente onde os frequentadores fazem propostas explícitas logo ao entrarem no bosque. Em uma das gravações, um homem sugere um “bem bolado”, expressão utilizada para indicar um encontro sexual rápido. A falta de segurança e a presença de comportamentos inadequados têm gerado preocupação entre os moradores.

O Bosque do Trabalhador recebeu R$ 170 mil em recursos públicos em 2023 para revitalização, mas moradores e o vereador afirmam que os problemas estruturais e de segurança persistem. O local já foi cenário de crimes graves, incluindo a descoberta de um homem agonizando em 2021 e um cadáver em decomposição em 2024.

Praticar sexo em locais públicos pode ser considerado crime de ato obsceno, conforme o artigo 233 do Código Penal, com pena que varia de três meses a um ano de detenção ou multa. A Prefeitura de Curitiba e a Polícia Civil do Paraná foram contatadas para comentar as denúncias, mas não responderam até o fechamento desta matéria.

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