Após um período de mal-estar entre os Estados Unidos e o Reino Unido, os primeiros bombardeiros americanos pousaram em uma base britânica neste fim de semana. Ao menos quatro B-1B chegaram a Fairford, em Gloucestershire, acompanhados por cargueiros C-17 com munição e equipamentos de apoio. Na segunda-feira (9), três B-52 também pousaram na mesma base.
Esses aviões já foram utilizados em operações diretas dos EUA, que requerem suporte de aeronaves de reabastecimento aéreo. A partir de Fairford, a distância para as missões é significativamente reduzida.
Os bombardeiros deverão realizar ataques de precisão contra o Irã a partir da base britânica, que tem sido utilizada por forças americanas desde a Segunda Guerra Mundial e é um ponto estratégico para operações táticas na Europa.
O governo do primeiro-ministro Keir Starmer havia inicialmente vetado o uso de Fairford e da base de Diego Garcia, no Oceano Índico, para ataques ao Irã. A decisão gerou descontentamento em Washington, levando Donald Trump a criticar publicamente o aliado.
Historicamente, Londres sempre apoiou Washington em conflitos, mas Starmer, ciente das consequências de apoiar a invasão do Iraque em 2003, tentou resistir à pressão. No entanto, na semana passada, ele anunciou que permitiria o uso das bases britânicas para o que chamou de 'ataques defensivos'.
Os B-1B e B-52 são projetados para realizar ataques intensos, conforme prometido pelos EUA desde a última sexta-feira (6), quando Trump exigiu a rendição incondicional do Irã. Israel, que participa da guerra ao lado dos EUA, também intensificou seus ataques, envolvendo 200 aviões na primeira fase das operações.
Com a entrada do Hezbollah no conflito para apoiar o Irã, os israelenses também começaram a bombardear o Líbano. No Golfo Pérsico, a retaliação iraniana continua, com o presidente Masoud Pezeshkian pedindo desculpas aos vizinhos, mas sendo desautorizado por seus militares.
Os Emirados Árabes Unidos, alvo principal dos ataques iranianos, têm utilizado helicópteros para se defender contra drones suicidas. Durante o fim de semana, houve ações em várias localidades, incluindo o Kuwait, onde um arranha-céu foi atingido.