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Boletim Epidemiológico de Arboviroses na Paraíba: Redução de Casos e Medidas de Prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou dados que mostram uma redução significativa nos casos de dengue e chikungunya em 2026, mas alerta para a necessidade de vigilância contínua.
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue | Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) apresentou, na última terça-feira, o Boletim Epidemiológico das arboviroses, com informações coletadas até 4 de abril, referentes à 13ª Semana Epidemiológica de 2026. O relatório indica que o estado registrou 1.831 casos prováveis, sendo 1.757 de dengue, 69 de chikungunya e cinco de zika, sem casos confirmados de febre do Oropouche.

As regiões com maior incidência de casos são a 7ª, 1ª e 11ª. Comparando com o mesmo período do ano anterior, a Paraíba observou uma diminuição de aproximadamente 30% nos casos de dengue e 79% nos de chikungunya, enquanto os registros de zika aumentaram em 25%. Até o momento, não foram confirmados óbitos por arboviroses em 2026, embora três casos de dengue estejam sob investigação.

Carla Jaciara, técnica responsável pela vigilância das arboviroses da SES, enfatizou a importância da atenção contínua, dado que mais de 95% dos casos são de dengue.

É fundamental que, ao apresentar sintomas, a pessoa busque atendimento para uma avaliação adequada, evitando complicações — destacou.

A SES tem intensificado as ações de prevenção em colaboração com os municípios, implementando estratégias como o uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitações para aplicação de larvicidas e a ampliação do uso de ovitrampas, que ajudam a monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti.

Luiz Francisco de Almeida, gerente operacional de Saúde Ambiental da SES, afirmou que as iniciativas estão sendo ampliadas em todo o estado, com foco na colaboração com as Gerências Regionais e os municípios.

Estamos desenvolvendo ações em parceria, com capacitações e estratégias como o LIRAa e as ovitrampas, que permitem avaliar a infestação do mosquito e direcionar melhor as ações de controle — explicou.

A SES ressalta que a eliminação de água parada é a principal forma de prevenção. A população deve adotar cuidados simples, como limpar recipientes, vedar reservatórios e evitar situações que favoreçam a proliferação do mosquito.

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