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Boko Haram ameaça executar 400 reféns na Nigéria em 72 horas

O grupo extremista Boko Haram fez um ultimato ao governo nigeriano, ameaçando matar mais de 400 reféns, incluindo mulheres e crianças, caso um resgate de R$ 18,5 milhões não seja pago em 72 horas.
Foto: G1

O Boko Haram, grupo extremista ativo na Nigéria, lançou uma grave ameaça ao governo do país, prometendo executar mais de 400 reféns, entre os quais mulheres e crianças, caso um resgate de R$ 18,5 milhões não seja pago em um prazo de 72 horas.

Em um vídeo divulgado à mídia local, homens armados e encapuzados afirmam que, se o pagamento não for realizado, as vítimas “nunca mais serão vistas”. A gravação foi confirmada pelo jornal britânico The Telegraph, embora não haja informações sobre a presença dos reféns nas imagens.

O porta-voz do grupo, em sua mensagem, declarou que este é um ultimato definitivo. Ele enfatizou que, caso suas exigências não sejam atendidas, as vítimas serão transferidas para outros locais. O vídeo inclui a advertência:

Ordenamos-lhes, em nome de Alá, que não ultrapassem o tempo estipulado.

Até o momento, não houve resposta oficial do governo nigeriano em relação a essa ameaça. O Boko Haram ganhou notoriedade internacional em 2014, quando sequestrou quase 300 estudantes da Escola Secundária de Chibok, no estado de Borno.

O porta-voz do Boko Haram, falando em hauça com legendas em inglês, se identificou como parte do grupo sob a liderança do Imam Abu. Ele se dirigiu à Aliança da Juventude do Sul de Borno (BOSYA) e ao governo nigeriano, afirmando que esta é a “primeira e última mensagem”.

Embora o vídeo não tenha detalhado as exigências, o jornal local Daily Post informou que a ONG BOSYA, que atua na mediação na região, foi informada de que o valor do resgate é de 5 bilhões de nairas, equivalente a cerca de R$ 18,5 milhões.

A BOSYA, em comunicado no Facebook, destacou que a situação representa uma crise humanitária que requer ação imediata e união. O Boko Haram busca derrubar o Estado nigeriano e impor uma rígida lei islâmica, promovendo ataques frequentes em escolas ao longo de duas décadas.

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