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Boeing conquista contrato para caça de sexta geração da Marinha dos EUA

A Boeing foi selecionada para fornecer um novo caça de sexta geração para a Marinha dos EUA, com previsão de primeiro voo ainda nesta década. O contrato é estimado em US$ 20 bilhões.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Boeing obteve sucesso na concorrência para o fornecimento do novo caça de sexta geração da Marinha dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo Pentágono. Este contrato, que se soma ao já conquistado para a Força Aérea americana, é avaliado em cerca de US$ 20 bilhões e prevê o primeiro voo do novo modelo ainda nesta década, com a introdução em serviço programada para a próxima década e um cronograma de implantação até os anos 2040.

A vitória é um alívio para a Boeing, que enfrenta desafios significativos em sua divisão de aviação comercial. O presidente Donald Trump, que já havia promovido a venda de aviões de passageiros da Boeing em suas negociações comerciais, agora reforça a posição da fabricante no setor de defesa.

Entretanto, existem preocupações no mercado sobre a capacidade industrial da Boeing. A entrega do novo Air Force One foi adiada de 2024 para 2028, e o avião de reabastecimento KC-46 Pegasus enfrenta problemas técnicos que já resultaram em custos adicionais de US$ 8 bilhões.

Em um comunicado, a Boeing celebrou a renovação da parceria, embora o nome do novo caça ainda não tenha sido definido. O modelo da Força Aérea é denominado F-47, uma referência ao atual presidente dos EUA.

A licitação para o novo caça foi chamada de F/A-XX, que indica um caça com capacidades ofensivas. A Northrop Grumman foi derrotada na disputa, enquanto a Lockheed Martin já havia sido desqualificada anteriormente.

O projeto quase foi cancelado no ano passado, quando Trump priorizou o investimento no F-47. No entanto, houve pressão bipartidária para retomar o F/A-XX, que agora avança com o apoio da Marinha.

Tradicionalmente, cada nova geração de caças americanos inclui um modelo naval e outro para a Força Aérea. O F-35, que começou a operar na década passada, alterou essa lógica ao criar variantes distintas para diferentes ramos das forças armadas.

Atualmente, a Boeing opera com dois modelos principais: o F/A-18 Super Hornet, utilizado pela Marinha, e variantes do F-15 Eagle, da Força Aérea. No entanto, esses modelos foram herdados da McDonnell Douglas, adquirida pela Boeing em 1997.

A Boeing havia desenvolvido um modelo que não obteve sucesso na competição da quinta geração, mas agora assume a liderança na próxima fase, mesmo com ceticismo do mercado.

A expectativa é que o F/A-XX compartilhe componentes com o F-47, o que é crucial para a viabilidade do projeto. Não há informações sobre a disponibilidade desses novos caças para aliados, ao contrário do F-35, que é um projeto multinacional.

A sexta geração de caças promete incorporar furtividade ao radar e melhorar a fusão de dados, além de permitir o controle de drones autônomos com inteligência artificial. O conceito de geração é, no entanto, considerado arbitrário, pois modelos modernizados podem se aproximar de novas gerações.

Com a continuidade da incorporação do F-35 nas frotas, espera-se uma operação integrada entre ele, o F/A-18 e o futuro caça de sexta geração na Marinha e na Força Aérea.

O foco do novo armamento da Marinha será a capacidade de operação em grandes distâncias no Pacífico, onde a competição geopolítica com a China é intensa. A China já possui um programa de caças de sexta geração mais avançado, com pelo menos dois modelos em testes.

Enquanto isso, o projeto conjunto franco-germânico para um caça do tipo foi interrompido, e um modelo britânico-italiano-japonês está em desenvolvimento. Os EUA, por outro lado, estão avançando no campo dos bombardeiros com o novo B-21 Raider em fase de testes.

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