Uma baleia-jubarte, que havia sido resgatada após dias encalhada na costa do Mar Báltico, na Alemanha, ficou presa novamente em um banco de areia, conforme informou uma porta-voz da ONG Greenpeace. O animal, com cerca de dez metros de comprimento, chamou a atenção da mídia após ter encalhado próximo à cidade de Lübeck na madrugada de segunda-feira. Após várias tentativas de resgate, que incluíram o uso de barcos e escavadeiras, as equipes conseguiram criar um canal para permitir que a baleia escapasse.
No entanto, após se libertar, o mamífero voltou a encalhar na Baía de Wismar, a cerca de 40 quilômetros de onde estava anteriormente. Ambientalistas e especialistas já temiam que a baleia, que apresentava sinais de doença, pudesse ficar presa novamente. Uma flotilha de embarcações acompanhava o animal na esperança de guiá-lo para o Mar do Norte e, em seguida, para o Oceano Atlântico, seu habitat natural.
Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, a baleia conseguiu se libertar utilizando sua própria força, conforme relatou o biólogo marinho Robert Marc Lehmann. Ele já havia alertado que o animal estava muito doente e teria um longo caminho a percorrer até o Atlântico. O mamífero estava se movendo de forma irregular na água, o que aumentava o risco de novo encalhe.
Especialistas do grupo de conservação marinha Sea Shepherd também destacaram que a baleia sofre de uma doença de pele. A expectativa era que ela conseguisse nadar de volta ao Mar do Norte através do estreito entre a Alemanha, Dinamarca e Suécia.
A Fundação Alemã para a Conservação Marinha observou que o Mar Báltico não costuma abrigar baleias de grande porte. A presença do animal na região pode estar relacionada à busca por cardumes de peixes. Além disso, o ruído subaquático pode estar afetando sua orientação. Nos últimos anos, várias baleias-jubarte foram avistadas na área, e outras espécies, como belugas e narvais, também foram registradas no Mar Báltico.