As doenças da aorta, que incluem condições graves como aneurisma e dissecção, representam um dos maiores desafios cardiovasculares no Brasil, resultando em milhares de mortes anualmente. Essas condições afetam principalmente a população idosa, mas, nos últimos anos, a medicina tem avançado em tecnologia, proporcionando tratamentos menos invasivos.
Atualmente, novas técnicas permitem que médicos tratem aneurismas e dissecções sem a necessidade de cirurgias abertas, dependendo da gravidade do caso. Isso não apenas facilita a complexidade do procedimento, mas também melhora a recuperação dos pacientes. O cirurgião cardiovascular Álvaro Razuk destaca que houve uma transformação significativa no tratamento das doenças da aorta, permitindo abordagens menos invasivas para casos complexos.
Apesar dos avanços, os números de mortes continuam alarmantes. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) indicam que, entre 2018 e 2022, mais de 36 mil brasileiros perderam a vida devido a essas condições, resultando em uma média de 20 mortes diárias. A evolução silenciosa dessas doenças dificulta a detecção precoce, o que reduz as chances de tratamento eficaz.
Razuk enfatiza a importância de estar atento aos fatores de risco, que incluem hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado, idade avançada (acima dos 50 anos), histórico familiar e doenças genéticas. A discussão sobre os avanços no tratamento e os desafios na detecção das doenças da aorta será um dos temas centrais do encontro médico AORTA 2026, programado para ocorrer em São Paulo, de 14 a 16 de maio.