Os preços do petróleo registraram alta na abertura do mercado neste domingo, impulsionados por um impasse entre Irã e Estados Unidos que dificultou a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o abastecimento global de energia.
Às 20h35, o barril do petróleo WTI, referência nos EUA, subiu 7,2%, alcançando US$ 88,57, enquanto o Brent, referência internacional, avançou 6,8%, para US$ 96,58. Essa reação do mercado ocorreu após mais de dois dias de incertezas envolvendo o estreito.
Na sexta-feira, o Irã anunciou a reabertura total da rota para o tráfego comercial, o que levou a uma queda de mais de 9% nos preços do petróleo. No entanto, no sábado, Teerã reverteu essa decisão após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a continuidade do bloqueio naval americano aos portos iranianos.
Durante o fim de semana, a Guarda Revolucionária do Irã disparou contra embarcações, e Trump informou que forças americanas apreenderam um cargueiro iraniano que tentava furar o bloqueio. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como 'pirataria' e prometeu retaliar.
Além disso, a agência estatal iraniana Irna anunciou que o Irã não participará de uma nova rodada de negociações com os EUA, programada para segunda-feira. A suspensão do diálogo aumenta o risco de uma nova escalada de conflito, já que o cessar-fogo entre os dois países termina na quarta-feira.
Desde o início do conflito, os preços do petróleo têm apresentado oscilações significativas. Antes do início das hostilidades, o barril era negociado próximo a US$ 70, chegando a ultrapassar US$ 119 em alguns momentos. Na sexta-feira, os preços fecharam em US$ 82,59 (WTI) e US$ 90,38 (Brent).
Analistas do setor alertam que a duração do fechamento do Estreito de Ormuz pode aumentar a pressão sobre os preços. Mesmo que um acordo para reabertura seja alcançado, especialistas indicam que pode levar meses para que o fluxo de petróleo retorne ao normal e os preços dos combustíveis diminuam.
O acúmulo de navios, o receio de novas escaladas e possíveis danos à infraestrutura energética durante o conflito podem atrasar a normalização do abastecimento.