A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande emitiu um alerta sobre o crescimento de casos de vírus respiratórios entre crianças, fenômeno comum nos meses mais frios. A pediatra intensivista Vanessa Santos, coordenadora da UTI pediátrica do Hospital da Criança e do Adolescente, explica que a circulação desses vírus aumenta com a queda de temperatura.
Vanessa Santos destaca que, com a chegada do frio, a replicação dos vírus que causam gripes e resfriados se intensifica, resultando em um aumento nos quadros respiratórios infantis.
Quando a gente entra nesse período mais frio, próximo do inverno, a replicação dos vírus aumenta e a gente percebe que as crianças ficam mais resfriadas e gripadas
, afirma.
Os sintomas mais frequentes incluem coriza, tosse e febre. A médica recomenda que, nos primeiros dias, a febre pode ser considerada parte do quadro clínico normal.
A orientação é observar até três dias de febre, o que ainda pode ser considerado normal nesses quadros respiratórios
, ressalta.
Entretanto, os responsáveis devem estar atentos a sinais de alerta. Se a febre persistir por mais de três dias sem melhora, ou se a criança apresentar dificuldade para respirar ou afundamento do peito, é essencial buscar atendimento médico.
Outra recomendação é que crianças com sintomas respiratórios não frequentem a escola, a fim de minimizar o risco de transmissão. Para casos leves, como coriza ou tosse leve, a lavagem nasal com soro fisiológico é sugerida para aliviar os sintomas.
Os pais também podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e orientação em casos de dúvidas ou sintomas leves.
De forma geral, casos leves devem procurar a unidade básica de saúde. Já os casos mais graves, com febre persistente ou sinais de cansaço para respirar, devem ser encaminhados para o hospital
, enfatiza a pediatra.
Recentemente, o Hospital da Criança promoveu uma capacitação para sua equipe, focando no atendimento de pacientes pediátricos em estado grave, preparando os profissionais para a sazonalidade dos vírus respiratórios.
Foi um momento muito importante, principalmente porque estamos entrando agora na sazonalidade dos vírus respiratórios
, conclui Vanessa Santos.