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Aumento de sífilis resulta em 42 mortes de bebês indígenas na Austrália

Entre 2015 e 2025, 42 bebês indígenas morreram devido à sífilis na Austrália. Especialistas alertam para a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces durante a gravidez.
Foto: Sífilis causou morte de 42 bebês indígenas na Austrália em 10 anos

A Austrália enfrenta um alarmante aumento nos casos de sífilis, uma infecção sexualmente transmissível que resultou na morte de 42 bebês indígenas entre 2015 e 2025. Especialistas destacam a urgência do diagnóstico precoce e do tratamento adequado durante a gestação para prevenir novas fatalidades.

Em entrevista à ABC News Australia, o professor emérito da Universidade de Adelaide, Maciej Henneberg, expressou preocupação com a situação. Ele enfatizou que

é absolutamente essencial impedir que a doença se espalhe e se torne endêmica

.

Em resposta ao crescimento das infecções, a sífilis foi classificada em 2025 como um

Incidente de Doença Transmissível de Significado Nacional

pelo diretor médico da Austrália, Michael Kidd. Dados revelam que os povos aborígenes e os habitantes das ilhas do Estreito de Torres são os mais afetados, apresentando uma taxa de infecção aproximadamente sete vezes maior do que a da população não indígena.

Entre os bebês que faleceram devido à infecção, cerca de 60% pertenciam a esses grupos. A sífilis, uma infecção bacteriana que geralmente se transmite por contato sexual, pode passar despercebida em seus estágios iniciais, pois os primeiros sinais costumam aparecer como feridas indolores.

Caso não seja diagnosticada e tratada, a doença pode levar a complicações severas, afetando órgãos vitais como coração e cérebro.

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