As vacinas contra a Covid-19 no Brasil passarão por uma atualização para incluir a variante LP.8.1 do coronavírus, conforme anunciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece que os imunizantes devem ser monovalentes, focando em uma única variante do vírus.
Essa atualização alinha-se a estratégias globais que revisam periodicamente a composição das vacinas para garantir que elas estejam em sintonia com as variantes predominantes. A medida também considera a evolução contínua do coronavírus, que tem apresentado mutações frequentes.
Dados recentes indicam que, até o início de março, mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à Covid-19 foram registrados no Brasil. O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que a adaptação das vacinas é essencial para a proteção contra um vírus em constante mutação. Ele afirma:
As vacinas vão sendo atualizadas para se aproximar cada vez mais da variante que está circulando.
A nova regra da Anvisa determina que os imunizantes devem ter como alvo a variante LP.8.1, enquanto algumas vacinas ainda utilizam a cepa JN.1. Para evitar desabastecimento, a agência permitiu um período de transição, durante o qual as vacinas baseadas na variante anterior poderão ser utilizadas por alguns meses, permitindo que os fabricantes ajustem seus processos produtivos.