Na madrugada deste domingo, a Rússia enfrentou novos ataques em sua infraestrutura energética, com drones ucranianos atingindo um importante porto no Mar Báltico e uma grande refinaria. Essas ações visam prejudicar a principal fonte de receita de Moscou.
No porto de Primorsk, os estilhaços dos drones causaram danos a um reservatório de combustível, resultando em vazamentos. O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, inicialmente mencionou um oleoduto danificado, mas posteriormente corrigiu a informação.
Primorsk é um canal de exportação crucial para a Rússia, com capacidade para movimentar 1 milhão de barris de petróleo por dia.
Paralelamente, a refinaria de petróleo NORSI, localizada na região de Nizhny Novgorod, foi alvo de um ataque que provocou um incêndio em duas de suas instalações. Essa refinaria é a quarta maior do país e a segunda maior produtora de gasolina.
As autoridades locais relataram que o ataque também causou danos a uma estação de energia e a residências nas proximidades, embora não haja relatos de feridos.
Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou seus ataques ao setor energético russo, buscando enfraquecer a capacidade militar de Moscou e reduzir os recursos financeiros que sustentam a guerra. Imagens de satélite indicam que Primorsk já havia perdido pelo menos 40% de sua capacidade de armazenamento em ataques anteriores em março.
Além dos ataques em Primorsk e NORSI, o porto de Novorossiysk, a maior cidade portuária da Rússia, emitiu alertas de ataques aéreos, levando à suspensão das operações de carregamento de petróleo e interrompendo o fluxo de exportações.
Recentemente, ataques de drones e o fechamento de oleodutos resultaram na paralisação de cerca de 1/5 da capacidade total de exportação da Rússia.